No início do século XX, São Paulo passava por um momento de intensa transformação. A cidade, até então provinciana, começava a tomar a forma de uma grande metrópole com o crescimento de suas indústrias. Chegavam imigrantes de todas as partes do mundo, fazendo com que o novo e o velho se juntassem, resultando na construção de uma nova sociedade.

O Conde Francisco Matarazzo era recém-chegado ao Brasil quando, entre os inúmeros projetos que desenvolveu, pelos quais ele é reconhecido até hoje, ele concebeu, em um gesto visionário, uma instituição que atendesse às necessidades da sua comunidade da época — a Società Italiana di Beneficenza, criada logo após a chegada dos primeiros imigrantes italianos à São Paulo.

Em 14 de agosto de 1904, o Hospital Umberto I (leia-se Primo) foi inaugurado em homenagem ao Rei Umberto I da Itália. Boa parte dos projetos são de autoria de Giovanni Batista Bianchi (1885-1942), maior arquiteto da colônia italiana. O edifício desempenhou um papel muito relevante para a vida da cidade de São Paulo: o hospital se tornou referência em saúde — em sua maternidade nasceram cerca de 500 mil paulistanos.

Em 1986, o complexo foi reconhecido como um local histórico com o tombamento de alguns prédios. Mais do que um marco em saúde, o antigo Hospital Umberto I é um símbolo da arquitetura italiana no Brasil do início do século XX.

Desde o encerramento das suas atividades hospitalares em 1993, o complexo Matarazzo permaneceu escondido e suas qualidades preservadas – uma jóia rara em uma paisagem urbana dinâmica e em constante mudança. O local aguarda pacientemente as almas que o habitarão e continuarão a construir sua história.

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Fotos - CIDADE MATARAZZO

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